
Flavio Briatore, chefe da equipe Renault de Fórmula 1, curte lua-de-mel com sua nova mulher
O sentimento mais puro e mais honesto do mundo. Claro, não se aplica ao casal acima.

Flavio Briatore, chefe da equipe Renault de Fórmula 1, curte lua-de-mel com sua nova mulher
O sentimento mais puro e mais honesto do mundo. Claro, não se aplica ao casal acima.

Nota: demorou, e muito, mas está aqui a entrevista que fiz com a Ana Paula Oliveira.
Um ano após posar nua para a revista “Playboy”, a bandeirinha mais famosa do Brasil abre o jogo. Em entrevista exclusiva que fiz para o “Agora São Paulo”, a auxiliar de arbitragem Ana Paula Oliveira conta como foi o período longe dos gramados, desde as mágoas com a CBF até o retorno ao apito.
Em um novo momento na carreia, a bandeira falou ainda sobre os seus projetos pessoais e profissionais e, apesar de não ter o costume de falar sobre os seus relacionamentos, contou como está o coração. “Solteira sim, sozinha… Nunca [risos]. Não estou namorando, estou só ficando”, afirmou Ana Paula, que não fugiu das perguntas até quando questionada sobre a sua sexualidade.
Recuperada da lesão que a fez perder o escudo da Fifa, a auxiliar conta que chegou a pensar em desistir da arbitragem, mas o sonho de participar de uma Copa falou mais alto.
Por que ficou afastada da arbitragem e como foi este tempo?
Ana Paula Oliveira _ Na verdade, parei de atuar pela CBF depois do teste da Fifa [em 20.set.07], que mexeu um pouco comigo emocionalmente. Eu até poderia ter me recuperado, ter tratado da minha perna [estava com uma inflamação óssea no tornozelo] e conseguir retornar ao quadro em meados de novembro [2007], mas fiquei muito chateada, abri mão e foquei 2008.
Essa chateação… A mágoa que você tem é com alguém da CBF?
Ana Paula _ A única coisa que eu lamentei na época e que me deixou muito triste foi que, como arbitra Fifa, eu não tinha obrigação de correr porque eu estava machucada. Eu apresentei os documentos, comprovando que eu estava lesionada, e, mesmo assim, fui obrigada a correr. Isso me deixou triste. Agora é um outro momento. Graças a Deus eu provei para todo mundo que, em condições, faço a prova, tanto é que fiz. Não estou mais lesionada. Acredito que em 2009 eu volto com tudo, começar janeiro completando o teste masculino e brigando para retornar ao quadro nacional e ao quadro da Fifa. Fiz o teste da Fifa e, para o feminino, fui aprovada, mas não sei se vou conseguir voltar ao quadro [ela precisa ser indicada pela CBF]. No ano que vem as chances são maiores, porque eu vou fazer a Série A do Brasileiro.
E como foi o retorno?
Ana Paulo _ Este ano eu fiz o teste, agora estou pela CBF, só que dentro das condições para atuar no feminino. Mas eu voltei mesmo no Paulista, onde eu participei de oito jogos. Dos oito, o principal jogo foi a segunda partida da semifinal entre Guaratinguetá e Ponte Preta. Foi um grande jogo, foi uma semifinal, que é importante, marca a carreira. Para quem tinha ficado sete meses longe dos gramados, voltar e conseguir chegar a uma semifinal é muito gratificante. Aí eu não parei mais de treinar. Meu objetivo agora é atingir a meta masculina, mas continuo atuando nas competições organizadas pela Federação paulista, como a segunda divisão do Paulista.
E este ano, não dá pra voltar à Série A do Brasileiro?
Ana Paula _ Este ano, acho que não, até porque minha meta pessoal eu já atingi: que era o teste físico para o padrão nacional e padrão internacional feminino. Se me derem oportunidade para correr no final de agosto, talvez eu participe, mas já tentando o tempo masculino. Não sei se vou conseguir, mas estou treinando para isso. Mas estou trabalhando mesmo para 2009.
Neste período longe dos campos, você recebeu algum apoio da CBF e/ou da FPF?
Ana Paula _ Da CBF não, até porque eu estava afastada. Mas eu tenho de agradecer ao Marco Polo Del Nero [presidente da FPF] e ao coronel Marinho [chefe da comissão de arbitragem da FPF], que me deram muita força no momento no qual estava com o emocional abalado. Perder um escudo da Fifa parece que não, mas é muito doloroso. E eles me deram oportunidade para voltar. Eu estava querendo largar, e o presidente me deu um esporro. Eu estava desmotivada, estava pensando em desistir da carreira. Mas ele disse que, se eu realmente amo o que eu faço, era a hora de mostrar esse amor. Devo muito a ele e ao coronel Marinho, que me deu também um puxão de orelha.
Assinar o contrato com a “Playboy” logo depois do jogo contra o Botafogo [em 23.mai.2007], onde a sua atuação foi muito contestada pela diretoria do time carioca, foi coincidência?
Ana Paula _ As pessoas acham que foi por causa do jogo do Botafogo, mas não foi. Foi pura coincidência. Logo depois do jogo, viajei para a Bahia para participar de um congresso e fazer um evento. E lá eu fui assaltada, foi um dia antes do meu aniversário. A revista já tinha feito a oferta, mas eu tinha recusado. Eu fiz tantos jogos e nenhum fez eu mudar de decisão. Mas o assalto mudou. Eu fui abordada por quatro homens. Eu a minha assessora fomos levadas para um lugar muito escuro, no meio do nada. Eu achei que ia morrer ou ser violentada. Mas isso não aconteceu, graças a Deus. Aí, depois disso, eu voltei para casa e disse para os meus pais: “Se Deus me livrou deste acontecimento, eu vou melhorar a vida de vocês”. E por isso fiz a revista. Não tem nada a ver com o Botafogo nem com a CBF. Nunca tive problema de relacionamento. Isso foi especulação, balela. Tomei a decisão por causa da minha família e por causa do que aconteceu comigo. Eu achei que fosse morrer.
Ficou com algum receio na hora de tirar a roupa para fazer as fotos?
Ana Paula _ No dia das fotos, assim que terminei a maquiagem e tirei o roupão, olhei para a promotora da revista e disse: “Acho que não quero mais fazer as fotos. Tem como mudar?” Mas ela respondeu: “Lembre-se que você assinou um contrato e a multa rescisória é alta. Acho melhor você tomar uma água e fazer as fotos.” Mas aí aconteceu, fiquei muito feliz e deu tudo certo.
O que fez com o dinheiro da revista?
Ana Paula _ Dei uma casa paras os meus pais e ajudei a minha irmã com a faculdade dela. Realizei um sonho do meu irmão de ter um carro zero. Consegui quitar a minha residência, que estava financiada. Foi uma boa proposta, deu para fazer tudo dentro do possível. Ter uma casa, um carro. Foi muito legal, deu para erguer a família.
Em qual você lucrou mais: revista, eventos ou arbitragem?
Ana Paula _ Já ganhava dinheiro com o futebol. Não só como auxiliar, mas eu já fazia eventos e palestras. O futebol me deu muita coisa e ainda vai me dar. E também sempre fui uma pessoa à frente. Mas a revista me proporcionou uma notoriedade maior e uma procura maior. A revista me deu uma condição maior do que eu já havia conquistado na arbitragem. Mas, ao mesmo tempo em que eu ganhei com a revista, eu perdi muito também. Algumas empresas que me contratavam, deixaram de me contratar, mas muitas outras passaram a me contratar depois da revista.
O que mudou depois da revista? Trocou de carro, freqüenta outros lugares?
Ana Paula _ Eu gosto de carro. Então melhorou um pouco. Mas eu continuo com o Palio. Continuo com o “Paliozinho”, mas eu estou com uma Ecosport também. Mas o Palio está aí, firme e forte. Continuo saindo com os mesmo amigos. Vamos ao mesmos lugares. Nada mudou. Acho que os amigos são sempre amigos, o momento não importa.
Você sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher e estar no futebol, que é um esporte dominado por homens?
Ana Paula _ Sofri preconceito no começo da carreira. Antes do jogo do Botafogo, fazia um tempo que eu não sofria esse tipo de discriminação. O que o dirigente do Botafogo [Carlos Augusto Montenegro] fez foi absurdo. Ele ofendeu a todas as mulheres do Brasil, em especial a esposa dele. Estava tudo tranqüilo, foi uma surpresa a reação dele. Seria aceitável se ele me criticasse como profissional, mas ele exagerou. No começo da carreira, em 98, fui discriminada não só por jogadores, mas por técnicos, árbitros, com tudo. Sofremos preconceito em todos os sentidos.
A relação com os jogadores mudou depois da revista?
Ana Paula _ O que aconteceu depois da revista, no máximo, foi jogador elogiar o trabalho. Mas é impressionante o respeito que os jogadores tiveram e têm comigo. Até porque eu os respeito muito também. Em onze anos de carreira, eu nunca ofendi um atleta.
E já recebeu alguma cantada dentro de campo?
Ana Paula _ Acontece em jogos de festa. Aí é normal porque não é um jogo oficial. Os jogadores se soltam mais e alguns fazem isso. O Denílson fazer parte desse grupo (risos). Uma vez recebi uma cantada dentro de campo. Foi em um jogo no Pacaembu. Um jogador, antes de bater eu escanteio, disse que morávamos na mesma região e pediu meu telefone. Mas eu disse pra ele: “Vamos fazer assim: limite-se a bater o escanteio e fica tudo certo”. Depois ele me pediu desculpas, dizendo que exagerou. O máximo que aconteceu foi isso.
Como você lida com o público, os fãs?
Ana Paula _ A minha vida continua do mesmo jeito. Dou bastante autógrafo, o pessoal tem um carinho. E eu me dou bem com isso, acho que combino bem com isso. Não tenho nenhum tipo de problema. Vou ter uma coluna no meu site, que vai receber uma cara nova, a partir do mês que vem. Vou falar diretamente com público, falar o que eu senti em alguns momentos da minha vida, como quando deixei o quadro da Fifa.
Entrou em alguma furada ou cantada em algum evento?
Ana Paula _ Uma vez aconteceu. O rapaz pagou a metade do combinado. Fiz o evento e tal, mas ele não me pagou o resto. Mas nunca recebi nenhuma cantada. Isso porque sou muito profissional. Não dou essa abertura.
Por que você acha que se destaca entre as outras mulheres da arbitragem?
Ana Paula _ A partir do momento que eu faço o meu trabalho bem feito, passo a ser notícia. Se as coisas não fossem assim, todas as arbitras do Brasil seriam notícia. Meu diferencial é o meu trabalho, os meus acertos, minha personalidade e a minha transparência.
E como anda a Ana Paula fora de campo, está namorando?
Ana Paula _ Estou solteira, mas não estou sozinha. Estou com alguém há três meses. Não sei se isso é namoro, acho que estou ficando (risos). Mas eu não vou abrir a minha vida pessoal e apresentar o meu namorado.
Por você não falar muito da sua vida pessoal, algumas pessoas questionaram a sua opção sexual. Isso te deixou chateada?
Ana Paula _ Não. Eu sou muito tranqüila em relação a isso. Isso não me incomoda, eu sei o que eu sou, sou muito eu.
Mas você é homossexual?
Ana Paula _ Se eu falar que não, vão dizer que eu estou preocupada em negar. E toda mulher que está envolvida no mundo do futebol está vinculada a isso. Eu já provei que a mulher pode usar salto alto e ser vaidosa dentro do futebol. Mas se mesmo assim ficam procurando pêlo em ovo, quem sou eu para querer mudar. Como todo mundo, eu tenho amigos que são homossexuais e não vejo problema algum. Quando freqüentei o meio artístico, vi coisas que me deixaram de queixo caído.
Mas você é ou não?
Ana Paula _ Não.
Se fosse, você assumiria numa boa?
Ana Paula _ Não sei. Uma vez fui questionada se um atleta no meio do futebol deveria, e eu disse que em nenhum momento ele deveria assumir. E acho que isso também serve para mim também. Porque isso expõe muito você. E nossa população não está preparada. Esse jogador pode ser super talentoso, ser um craque, e as pessoas se prenderem ao fato de ele ser homossexual, não valorizarem o seu trabalho. Acho que as pessoas precisam se preservar. Para a celebridade da TV, acho que é muito mais fácil. Mas para um do futebol é muito mais difícil, o que eu acho uma besteira. Acho que a pessoa está aí para ser feliz, não importa como.
Fora do futebol, quais são seus sonhos?
Ana Paula _ Sou louca para ser mãe. O que me atrapalha hoje para ter um relacionamento estável e construir uma família é essa vida louca de viagens, de treinamento. A gente quase não tem uma vida social. Não dá para sair, ir dançar. Porque os árbitros são atletas também. Pretendo começar minha carreira de jornalista já no ano que vem, quem sabe ter um programa ou participar de um programa de debate. Para eu ir para o jornalismo, eu tenho que ter formação, para não dizerem que sou oportunista. E acho que dá para conciliar a arbitragem com o programa. E eu posso falar de futebol também, não só sobre arbitragem. Estou com alguns outros projetos grandes na minha vida pessoal. Acho que, para o ano que vem, vou lançar um livro.
E profissionalmente?
Ana Paula _ Já realizei o sonho de ir aos Jogos Olímpicos. Em 2004, inclusive, eu e a Silvia Regina recebemos a medalha de ouro nos Jogos de Atenas. Os árbitros que chegam à final da modalidade também são premiados. Já me sinto realizada em Olimpíada, mas gostaria de ir para mais uma. Mas Copa do Mundo continua sendo o meu maior sonho. Ainda tenho 15 anos de carreira. Eu acho que ainda dá.
Pensa em participar da Copa de 2014?
Ana Paula _ Acho que é um sonho possível de ser realizado. Eu vou trabalhar para 2014.
Faria tudo de novo?
Ana Paula _ Sim. Foi tudo positivo. Eu faria tudo de novo. Acho que quebrei dois tabus. Primeiro, foi entrar na arbitragem. Segundo, fazer a revista, voltar ao futebol e ser respeitada. Muitos falaram que eu não voltaria. Quando você tem uma história, ninguém pode tirar isso de você. Acho que 2008 foi um recomeço. Eu comecei do zero. Estou reescrevendo uma nova história. A vantagem que tenho é que já passei por ela e não vou dar tantas cabeçadas. É só seguir o caminho. E acho que vou voltar ao quadro da Fifa e voltar a brigar por uma vaga na Copa, com certeza. Eu acredito nisso.
Posaria nua de novo?
Ana Paula _ Hoje não faria. Mas o amanhã a Deus pertence. Se eu fizer, vai ser para cuidar de mim. Porque o primeiro foi para cuidar da família. Mas a revista precisa vir atrás. E vai depender do momento também que eu estiver atravessando. Não é uma coisa que eu penso para hoje.
O que achou da entrevista? Comente e dê a sua nota.

Se eu ganhasse R$ 1,00 a cada buzinada de motoboy que escuto vindo para o trabalho, hoje já seria um cara milionário. Enche o saco, é bibi pra cá, bibi pra lá. Vai à merda.
Mas isso não é o pior.
O que mais me deixa irritado é o motorista que paga dois IPVAs. Aquele que anda em duas faixas e não deixa ninguém passar. Normalmente, o carro desse tipo de motorista é branco, tem uma placa de cor diferente e uma sinalização no teto.
E à noite, na volta para casa, o pior não é um nem outro, já que eu volto pela Marginal. Lá os problemas são os caminhões. É quase um estupro quando eles mudam de faixa. Eles dão a seta (mais conhecida como foda-se, já que eles a ligam e entram, sem ver quem está ao lado) e vão forçando até você ceder o espaço. Se você não deixa, fodeu, não tem jeito, eles vão entrar de qualquer jeito.
Mas, quando pego muito trânsito, o que é normal em São Paulo, fico reparando no motorista ao lado, seja na Radial ou na Marginal.
As mulheres são as mais engraçadas, a maior parte delas. Fica olhando no espelho a cada farol vermelho, dão uma olhadinha discreta para o carro do lado e, se o cara for “gatinho”, mexem no cabelo, fingindo que não estão nem aí. Mas, no meu caso, elas olham e desviam o olhar no mesmo segundo, isso quando olham.
Já os homens, quando não estão com o dedo no nariz, fazem do volante um instrumento de percussão. Ou os dois ao mesmo tempo.
Mas quando os dois estão no carro é o mais interessante
Saindo de casa nesta semana, às 6h30 da matina (um milagre eu estar acordado), parei em um farol da Radial e vi uma mulher falando (isso mesmo, vi. O vidro tava fechado e não deu para ouvir nada) um monte de coisas para o piloto, provavelmente o marido. Caraca, ouvir a mulher falando logo cedo deve ser dose. E não era uma conversa amistosa, era briga. Até pensei em parar o carro e ir a ele, prestar solidariedade, sabe? Mas, pela cara do cidadão, ele não estava nem aí. O trânsito ruim era o que o deixava preocupado de verdade.
E eu, sigo o meu rumo, fazendo do volante um batuque e, às vezes, só às vezes, com o dedo no nariz…
Ps: neste final de semana, devo publicar a entrevista que fiz com a Ana Paula Oliveira. Nela, a bandeirinha fala sobre tudo, TUDO mesmo.
Mudei esses dias e estava sem internet em casa. Graças ao senhor Tutchenko, da Net, fiquei cinco dias afastado do mundo virtual. Ainda mais com a folga que peguei no trabalho, as coisas ficaram pior. Mas estou de volta e novos post´s virão.
Skavusrka
Essa é rápida.
O jornalista Luís Augusto Símon, amigo de trabalho e uma das referências que tenho no jornalismo esportivo, convidou alguns amigos para uma tarefa muito bem pensada: o blog dele completou dois anos e, para comemorar, Menon pediu que colegas de trabalho mandassem um texto falando de um ídolo. O “Craque da minha vida” está sendo publicado aos poucos, e eu já faço parte desse momento blogueiro do Menon.
Este é o meu:
Quer ler este ou outros textos do “Craque da Minha Vida” na íntegra? É só acessar o blog www.blogdomenon.blogspot.com
Fui…
De uns tempos pra cá, venho acompanhando o EGO, site da Globo, e percebo o quanto eles trabalham duro para melhorar a cada dia. E, a partir de hoje, reconheço que os editores e jornalistas do EGO têm a capacidade jornalística de transformar algo irrelevante em notícia. Primeiro, foi uma nota da importantíssima Fani, ex-BBB, que teria soltado um peidinho dentro do carro quando a sua amiga estava gravando o rolê. Ah, e o vídeo foi parar na Internet. Só que, no vídeo, que eu assisti (só para saber como os “famosos” peidam), percebi que, em nenhum momento, a ex-BBB soltava o vento anal.
Bom, se até de um quase peido de um quase-artirsta-que-só-está-na-mídia-porque-entrou-no-BBB eles fazem notícia, eu preciso ter algumas aulas, afinal ando com pouca criatividade.
Viram? Até famoso tomando sorvete vira notícia.
Não sei, mas ontem, voltando de uma pauta, parei em um estabelecimento na rodovia dos Bandeirantes e tomei um sorvete de milho. Será que eu posso virar notícia também? E olha que eu preciso de um regime.
Esse meu problema com a Polícia não é de hoje. Certo dia, um amigo do jornal disse que foi assaltado na Galeria do Rock, no Centro. Quando chegou na delegacia para registrar o B.O, um policial, rindo, disse que ele era o quinto só naquele dia. Porra, se ele era o quinto, por que os policiais não faziam algo? Boa pergunta, não dá pra entender uma coisa dessas. E o pior é que a gente que paga o salário deles.
E ontem, foi a minha vez de enfrentar os homens de farda. Eu tive o (des)prazer de ir a um Distrito Policial. Fui apurar um briga envolvendo são-paulinos e palmeirenses depois do clássico do Morumbi, no domingo.
Antes de eu continuar, imagine a cena: missa do padre Marcelo Rossi, domingão de manhã. Ao lado do padre, estou eu, com a camisa do Iron Maden, tocando a música “The number of the beast”. Em meio aos solos, eu grito: “Vamos, porra! Não estou ouvindo, seus filhos da puta”. Imaginou? Bom, foi mais ou menos assim que me senti na delegacia. Um peixe fora d´água.
Isso foi só para ilustrar.
Continuando… Antes de ir à Delegacia, liguei e falei com um senhor. Disse que eu era jornalista e gostaria de mais informações sobre o caso. Ele, muito educado, pediu que eu fosse à delegacia para pegar as informações e a cópia do B.O.
A cópia do B.O. era o que mais importava para mim, além de informações sobre a selvageria que rolou no domingo. Bom, cheguei ao Distrito Policial às 15h12 e falei, coincidentemente, com o mesmo senhor que me atendera por telefone. Eu disse. “Boa tarde. Eu liguei aqui e falei com o senhor… Sobre a briga dos torcedores. O senhor poderia me arrumar uma cópia do B.O. e dizer qual o delegado responsável pelo caso, para que eu possa checar alguns dados com ele?” Pergunta simples e direta, sem rodeios. Mas o que me deixou puto foi a resposta dele. “Cópia do B.O.? Você não falou com ninguém daqui, não damos a cópia.” Espera aí, como ele sabia que eu não tinha falado com ninguém? Além de policial, ele fazia uns bicos no estilo Mãe Dinah?
Mas beleza, não esquentei e pedi pra falar com o delega. E ele disse: “Você é quem? O delegado não está aqui.” “Ah, não. Fui feito de otário”, pensei. Às 15h45, depois de pedir a ele que me indicasse alguém que pudesse falar de forma oficial sobre o caso, ele avisou o delegado que eu estava ali. Porra, por que não avisou antes, já que o delega esteve o tempo todo ali? Meia hora jogada no lixo. Neste tempo, poderia ter atualizado o blog, entrado no Orkut e dispararo vários xavecos no msn.
Mas beleza. Eu, enfim, ia conseguir a minha pauta. 16h24min, o delegado pediu para eu entrar na sala dele. Conversamos, ele foi muito prestativo e educado, deixou eu ler o B.O. e copiar o que era importante para a minha matéria. E foi assim, sem estresse, na boa. Poderia ter sido assim durante toda a minha estada na delegacia, mas não foi.
Será que o delegado fez isso porque sou jornalista? Não sei, mas todos poderiam ser como ele, porém, como diria capitão Nascimento: ”NUNCA SERÃO.”
Após a Lei Seca, segundo dados do IML, as mortes no trânsito diminuíram 57%. Ótimo, um ponto a mais na média final dos deputados que votaram a favor da lei. Não estou sendo irônico. Essa lei foi uma das coisas mais importantes e significativas que eu vi na política desde que me conheço por cidadão pagador de impostos. Claro, o fim da CPMF era, até então, a mais importante, mas eles acabaram com velha e criaram a CSS, mas enfim… Sempre achei uma irresponsabilidade beber e dirigir, por isso aprovo a lei. Mas também é preciso que o governo crie novas alternativas para os bebuns voltarem pra casa. Se o cara não pode dirigir, então amplie o horário de funcionamento do Metrô e das linhas de ônibus. Porque, além de gastar com a entrada na balada e com a bebida, a pessoa vai gastar com o táxi também? Pô, sacanagem.
Agora vou chegar onde eu queria.
Um amigo foi pra balada um dia desses. Preocupado com a nova lei e com uma possível blitz que poderia enfrentar, já que Vila Olímpia (bairro que ele estava), Tatuapé e Vila Madalena são os principais locais onde a PM “trabalha”, ele não tomou um gole de nada. Nem de refrigerante, se bobear. Saindo da balada, foi pegar o seu carro e percebeu que havia sido furtado. Entortaram a porta, levaram uma blusa, óculos e um fone de ouvido do celular, mais outros objetos. O estranho é que, no final da madrugada, a Polícia vai àquela região em busca de motoristas embriagados. Mas e a hora que o carro dele foi furtado? Cadê a Polícia? Não tem um PM quando você precisa. Ah, já sei, eles deveriam estar preocupados com a blitz que realizariam na madruga e estavam se preparando psicologicamente para o ato.
Eu queria ver agora uma pesquisa sobre o índice de furtos e roubos nas regiões citadas acima neste período de Lei Seca. Será que aumentou? Aposto que sim.

Entrevista que fiz com Marcelinho Carioca para o jornal “Agora São Paulo”
Amanhã (sábado, 12.jul.08), o eterno ídolo corintiano Marcelinho Carioca vai reencontrar a Fiel torcida. Desta vez, o palco do reencontro vai ser o estádio Bruno José Daniel, em Santo André, em partida válida pela 11ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
E o ex-camisa 7 não esconde o sentimento de enfrentar o clube que o projetou.
“O Corinthians faz parte da minha história. Tudo o que eu sou hoje no futebol nacional e internacional foi o Corinthians que proporcionou. Sempre que saio para algum lugar, quando vou ao restaurante, ao teatro, o torcedor corintiano me trata diferente. Sou muito respeitado em São Paulo por causa do clube. É um respeito muito grande, tanto o que eu tenho pelos torcedores quanto o que eles têm por mim”, disse.
Marcelinho não esconde o seu amor pelo alvinegro, mas destaca que vai mostrar o quanto é profissional no jogo do próximo sábado. “Tenho muita gratidão e orgulho por ter defendido o Corinthians, mas eu sou profissional, hoje defendo o Santo André e vou fazer o melhor para o meu time”, disse o ex-camisa 7 do Timão, que não confirmou se vai ou não comemorar gols contra o seu ex-time.
“Não procuro falar nada antes dos jogos. Não é porque o jogo é contra o Corinthians. Por respeito ao time adversário e ao goleiro, não tenho o costume de falar”, despistou o meio-campista.
No confronto no Bruno José Daniel, o Pé-de-Anjo espera que a recepção da torcida corintiana seja tão calorosa quanto foi quando jogava pela equipe do Brasiliense.
No dia 2 de outubro de 2005 , o jogador teve o seu nome gritado pela Fiel e correspondeu ao carinho, vestiu a camisa do Timão e subiu no alambrado do Pacaembu para ficar mais perto da galera.
O meia recebeu ainda uma placa da Gaviões da Fiel e beijou o escudo do clube em agradecimento a tudo que o Timão já lhe proporcionou.
Quando questionado sobre qual será a sua reação se a Fiel gritar o seu nome, Marcelinho não titubeou e disse que vai ser complicado segurar a emoção. “A identidade com o corintiano é muito grande, isso não se apaga. Vou entrar concentrado no jogo, mas, se acontecer de eles gritarem o meu nome, com certeza vou para o alambrado, como fiz jogando pelo Brasiliense. Tenho certeza de que vou fazer isso”, contou Marcelinho.
O reencontro com o clube do coração acontece em uma situação não muito agradável, já que ambos estão na Série B do Brasileiro. Mesmo assim, Marcelinho está motivado e só quer saber de entrar em campo. “Eu não esperava voltar a jogador futebol. Já tinha me aposentado quando sai do Corinthians em 2006. Mas o Santo André apareceu com um projeto bacana e resolvi aceitar. Como também não esperava enfrentar o Corinthians de novo”, disse.
Marcelinho, um dos principais responsáveis pela Copa do Brasil que o Corinthians conquistou em 1995, elogiou a campanha do Timão na competição nacional deste ano. “O time fez um belíssimo trabalho. O Mano Menezes foi muito bem. Faltou atenção no último jogo, mas o time está de parabéns. E o Sport mereceu o título também, a gente não pode tirar o mérito deles”, contou.
Para finalizar, o ex-camisa 7 alvinegro contou que o projeto de encerrar sua carreira com a camisa do Corinthians está caminhando para se tornar realidade. “Já falei com o Andrés Sanches [presidente do Corinthians] e com o Luis Paulo Rosemberg [vice-presidente de marketing] e a idéia está amadurecendo. A despedida vai ser em 2010, no Pacaembu. Esse é o meu desejo”, disse o velho ídolo corintiano.