Eu no trânsito

25 07 2008

Se eu ganhasse R$ 1,00 a cada buzinada de motoboy que escuto vindo para o trabalho, hoje já seria um cara milionário. Enche o saco, é bibi pra cá, bibi pra lá. Vai à merda.
Mas isso não é o pior.
O que mais me deixa irritado é o motorista que paga dois IPVAs. Aquele que anda em duas faixas e não deixa ninguém passar. Normalmente, o carro desse tipo de motorista é branco, tem uma placa de cor diferente e uma sinalização no teto.
E à noite, na volta para casa, o pior não é um nem outro, já que eu volto pela Marginal. Lá os problemas são os caminhões. É quase um estupro quando eles mudam de faixa. Eles dão a seta (mais conhecida como foda-se, já que eles a ligam e entram, sem ver quem está ao lado) e vão forçando até você ceder o espaço. Se você não deixa, fodeu, não tem jeito, eles vão entrar de qualquer jeito.
Mas, quando pego muito trânsito, o que é normal em São Paulo, fico reparando no motorista ao lado, seja na Radial ou na Marginal.
As mulheres são as mais engraçadas, a maior parte delas. Fica olhando no espelho a cada farol vermelho, dão uma olhadinha discreta para o carro do lado e, se o cara for “gatinho”, mexem no cabelo, fingindo que não estão nem aí. Mas, no meu caso, elas olham e desviam o olhar no mesmo segundo, isso quando olham.
Já os homens, quando não estão com o dedo no nariz, fazem do volante um instrumento de percussão. Ou os dois ao mesmo tempo.
Mas quando os dois estão no carro é o mais interessante
Saindo de casa nesta semana, às 6h30 da matina (um milagre eu estar acordado), parei em um farol da Radial e vi uma mulher falando (isso mesmo, vi. O vidro tava fechado e não deu para ouvir nada) um monte de coisas para o piloto, provavelmente o marido. Caraca, ouvir a mulher falando logo cedo deve ser dose. E não era uma conversa amistosa, era briga. Até pensei em parar o carro e ir a ele, prestar solidariedade, sabe? Mas, pela cara do cidadão, ele não estava nem aí. O trânsito ruim era o que o deixava preocupado de verdade.
E eu, sigo o meu rumo, fazendo do volante um batuque e, às vezes, só às vezes, com o dedo no nariz…

Ps: neste final de semana, devo publicar a entrevista que fiz com a Ana Paula Oliveira. Nela, a bandeirinha fala sobre tudo, TUDO mesmo.





Justificativa e pedido de desculpas

25 07 2008

Mudei esses dias e estava sem internet em casa. Graças ao senhor Tutchenko, da Net, fiquei cinco dias afastado do mundo virtual. Ainda mais com a folga que peguei no trabalho, as coisas ficaram pior. Mas estou de volta e novos post´s virão.

Skavusrka